e s p e c i a r i a s

julho 12, 2007

Pavê da Mari

Filed under: Na cozinha... — by Daniela @ 12:16 am

Pavê da Mari

No sábado, o Arno estava com vontade de comer doce, mas disse que o pudim era muito gelado pra comer num frio daqueles (acho que a verdade é que ele está meio enjoado de pudim ¬¬), daí fiz um pavê cuja receita a Mari me passou há anos e pra janta, um risoto de camarão e outro de tomate seco com azeitonas, pra mim e pra vó.

Pavê da Mari

(Receita pra uma forma refratária média)

* Biscoito de maisena, o quanto baste
* 1 pote de doce de leite
* 1 e 1/2 caixa de creme de leite
* Chocolate em pó, o quanto baste (Opicional. Eu não uso.)
* 1 barra de chocolate meio-amargo
* Leite pra molhar os biscoitos (ops!)

Você começa misturando o doce de leite com o creme de leite até conseguir uma mistura homogênea. Se quiser, você pode acrescentar chocolate em pó a essa mistura até conseguir uma corzinha de chocolate. Eu não faço, porque acho que fica muito doce, mas formiguinhas de plantão, mandem brase! Reserva esse creme e pica o chocolate em pedacinhos pequenos. A montagem é aquela velha conhecida de quem costuma fazer pavê: Faz uma caminha com um pouco do creme de doce de leite, coloca um pouco do chocolate picado e sobre eles, os biscoitos já molhados. Depois disso, é só ir intercalando as camadas, terminando com o creme de doce de leite e enfeitando com os pedacinhos de chocolate meio-amargo. Cubra com filme plástico, pra não criar aquela película mais escura, e leve à geladeira. No outro dia, fica ainda melhor. Simples, rápida e eficiente, como toda sobremesa deve ser.

junho 12, 2007

Clássicos: Pudim de Leite

Filed under: Na cozinha... — by Daniela @ 9:32 pm

Clássicos: Pudim de Leite

Se tem uma coisa que não suporto numa receita que leva ovo é… gosto de ovo.  Minha vó faz pratos deliciosos, mas infelizmente, o pudim não está entre eles (talvez por só levar ovos, leite e açúcar na composição e sempre ficar um pouco “talhadinho”). O fato é que nunca gostei muito de pudim de leite, pois nunca tinha provado um que fosse digno de nota. Até que o céu se abriu e os anjos tocaram trombetas testei essa receita, publicada no site Bem feitinho, que não fica com gosto/cheiro de ovo e sim com um gostinho booom e suave de leite condensado.

Ingredientes:

2 latas de leite condensado
A mesma medida de leite comum
5 ovos

Calda:

1 xícara de água
2 xícaras de açúcar refinado

Preparo da calda:

– Misture o açúcar com a água e leve ao fogo até ficar com cor de guaraná. Nem precisa mexer.
– Coloque numa fôrma com um buraco no meio e mexa até caramelizá-la por igual.
– Espere a calda ficar em temperatura ambiente, caso contrario a temperatura da calda poderá talhar o pudim. (lembra que eu disse que o pudim da vó sempre talha? Tá aí a razão…)

Preparo do pudim:

– Passe os ovos pela peneira. (assim a película que envolve a gema e que dá cheiro ao ovo fica não entra na mistura*)
– Bata todos os ingredientes no liquidificador.
– Despeje o pudim na forma já caramelizada.
– Coloque uma panela grande com água e um pouquinho de vinagre, caso a panela seja de inox (caso contrário, ela fica preta e vc vai penar pra limpar depois), pra ferver. Quando estiver fervendo, coloque a forma do pudim lá dentro e deixe cozinhar por uns 50 minutos, lembrando que quanto mais tempo ele ficar no fogo, mais furinhos ele vai ter. Mas, por favor! Não queime o pudim!
– Desenforme depois de frio.

* Como a preguiça de passar os ovos pela peneira é grande, tenho um método que também resolve o problema do cheiro de ovo. Basta bater bastante (eu disse bastaaaante) os ingredientes no liquidificador.

Garanto que se seguir esses passos direitinho, vc vai ter um pudim de leite clarinho, cremoso e cheio de furinhos. Meu namorado, embora não goste muito de doces, é capaz de comer um inteiro sozinho. Juro. 🙂  

maio 24, 2007

Bolo de Chocolate com Banana

Filed under: Na cozinha... — by Daniela @ 11:44 pm

A receita que serviu de base e acabou sendo transformada num bolo de banana com chocolate, foi a de Nega Maluca que há décadas vem sendo usada pela minha mãe. Ou seja, se vc quiser um bolinho de chocolate fofo e molhadinho, faça somente a parte de chocolate da receita.

Bolo de Chocolate com Banana

Parte de Banana:

1 xic (chá) de açúcar
2 ovos
6 bananas nanicas (bem maduras) amassadas
1 xic de azeite
1 xic de água fervente
2 xic de farinha de trigo
1 colher fermento em pó

Parte de Chocolate:

1 xic (chá) de açúcar
1 xic (chá) de chocolate (ou achocolatado)
2 ovos
1 xic de azeite
1 xic de água fervente
2 xic de farinha de trigo
1 colher fermento em pó

Cobertura:

8 col (sopa) de açúcar
1 xic de leite
7 col (sopa) de chocolate em pó (ou achocolatado)
4 col sopa de manteiga ou margarina
Para fazer a parte de banana, vc vai bater os ovos com o açúcar até formar um creme claro, feito isso, vai adicionar as bananas amassadas e misturar. Então adicione o óleo, a água, a farinha e, por último o fermento. Misturando e incorporando cada um dos ingredientes. Para fazer a parte de chocolate, vc vai pegar uma outra vasilha e repetir os mesmos passos acima, colocando o chocolate no lugar das bananas.

Pegue uma forma untada e enfarinhada, coloque a parte de chocolate e a parte de banana por cima, mesclando as duas devagar, para deixar um efeito marmorizado.

Leve ao forno pré-aquecido em temperatura média-baixa (230º) e deixe assar por aproximadamente 45 minutos.

Para fazer a cobertura, leve todos os ingredientes ao fogo até  ferver. Mais simples impossível. Não… impossível mesmo é deixar de experimentar um pedacinho antes mesmo de fazer a cobertura… 🙂

Dica: Se as bananas não estiverem bem maduras, o bolo vai ficar com um… azedinho, que ainda não resolvi se é bom ou ruim. Mas se vc tiver espírito aventureiro e bananas levemente verdinhas…

maio 20, 2007

Receita de Calzone pra Adri

Filed under: Na cozinha... — by Daniela @ 9:57 pm

(porque eu fico meio constrangida de bancar a Ana Maria Braga e lotar o scrapbook dela com receitas :P)

200422902-001.jpgIngredientes para a massa:

2 colheres (sopa) de açúcar
1 colher (chá) de sal
1 ovo (+ 1 gema pra pincelar)
2 colheres (sopa) de manteiga
1 copo de leite morno
1 tablete de fermento biológico (ou um saquinho de fermento biológico seco)
3 xícaras (chá) de farinha de trigo

Seguinte, mocinha: Sempre que fiz essa massa, ela ficou boa e fofinha. O que é ótimo, cosiderando que a minha experiência com pães antes dela era igual a zero. Antes de começar, vc precisa saber que existem duas opções de fermento pro seu calzone crescer que é uma maravilha: o fermento biológico seco, vendido em pacotinhos de 15g, ou o fermento biológico fresco, que vem em tabletinhos de 15g ou pacotões de meio quilo (Aqui em casa, sempre tem esse de meio quilo, porque a vó faz pão umas duas vezes por semana… sou tão maltratada nessa casa).

Se vc for fazer o calzone com o fermento seco, basta misturar todos os ingredientes e deixar pra colocar a farinha no final, incorporando aos poucos (muito prático). Já se for fazer como eu e usar o fermento biológico fresco, vc vai fazer o seguinte: numa vasilha, vc junta o fermento, uma colher de chá de açúcar e coloca um pouco (tipo meia xícara) do leite morno. Deixa a misturinha ali descansando, tipo uns 3 minutos e depois já pode começar a juntar os outros ingredientes, deixando as três xícaras de farinha pro final, pra misturar aos poucos. Pode ser um pouco mais, um pouco menos, o ponto da massa é aquele esquema dela ficar macia, mas não ficar grudando na mão.

Massa macia, mãos sem resquício de massa, vc vai cobri-la com um paninho e deixa-la descansar por uma hora. Passada uma hora, vai dividir a massa em bolinhas (eu faço umas dez ou doze), vai abrir essas bolinhas com um rolo formando um círculo (não deixar muito fino) . Daí vc vai colocar um recheio bem gostoso (frango, tomate seco, queijo, presunto… Importante é lembrar que o recheio precisa estar frio e não pode ser muuuito molhado) sobre a massa e fechar como se fosse um pastel, apertando bem as pontas pro recheio não escapar na hora de assar. Coloque os calzones numa fôrma enfarinhada, pincele-os com a gema (pode polvilhar um pouquinho de orégano, que fica uma beleza) e já pode colocar no forno pré-aquecido, assando em temperatura média pra baixa (230°, 235º) por uns 50 minutos (se o teu forno for lerdinho como o meu), ou até dourar. 🙂

Adaptei essa receita a partir do “Pão Recheado”, da Márcia.

abril 30, 2007

A Senhora das Especiarias

Filed under: Na cozinha...,Nos livros... — by Daniela @ 5:33 am

A Senhora das Especiarias

(o negrito é meu)

“Sou uma Mestra de Especiarias.
Sei lidar com as outras coisas também. Mineral, metal, terra e areia e pedra. As gemas, com aquela luz clara e fria. Os líquidos cujos tons ardem em nossos olhos até nada mais enxergarmos. Aprendi isso tudo lá na ilha.
Mas as especiarias são a minha paixão.
Conheço a origem de todas, o significado de suas cores, os cheiros. Sei o nome original que cada uma recebeu quando a casca da terra se abriu, oferecendo-a ao céu. Tenho o calor de todas correndo no sangue.
Do amchur ao açafrão, elas se curvam às minhas ordens. Basta uma palavrinha e elas liberam para mim suas propriedades ocultas, seus poderes mágicos.
Sim, todas elas têm uma magia, mesmo essas mais corriqueiras que a gente põe na panela sem pensar.
Está duvidando? Ah. Você esqueceu os segredos antigos que as mães de sua mãe sabiam. Aí vai um deles novamente: esfregar no pulso uma fava de baunilha deixada de molho em leite de cabra espanta mau-olhado. E aí vai outro: uma medida de pimenta-do-reino, em forma de crescente, no pé da cama livra a pessoa de pesadelos.
Mas as realmente poderosas vêm da minha terra natal, terra de poesia ardente, plumas cor de água-marinha. Poentes vermelho-sangue.
É com essas que trabalho.
Se você se colocar no meio dessa sala e for se virando aos poucos, vai ver todas as especiarias indianas já existentes – inclusive as extintas – reunidas nas prateleiras aqui da minha loja.
Acho que não é exagero meu dizer que no mundo não existe nenhum lugar como esse.(…)”

Assim começa o livro “A Senhora das Especiarias”, de Chitra Divakaruni, que me fez lembrar de uma receita simples, onde o mel e as especiarias são o destaque.
Meu namorado veio de Santa Catarina trazendo um pote de mel puríssimo, cheirando a favo fresco. A minha intenção (e a vontade dele) era fazer pão-de-mel, porém fiquei na dúvida se era realmente necessário ter as forminhas próprias para isso. Procurando nas minhas receitas, encontrei essa de “Bolo pão-de-mel”, que foi publicado no jornal Zero Hora, de Porto Alegre (O bolo leva cravo, que segundo o livro de Chitra é a especiaria da compaixão, e canela que é “fazedora de amizades”, destruidora de inimigos e especiaria da força física e mental. Nada mau, não?). Juro que não esperava um resultado tão fiel ao pão-de-mel. Juntando os ingredientes, pelo cheiro, já fui percebendo que teria uma boa semelhança, mas me surpreendi até com a textura: ficou um pão-de-mel em forma de bolo. Facílimo de fazer.

Bolo pão de mel

1 xic de mel
1 xic de leite
1 col (sopa) de margarina
1 xic de açúcar (Achei demais, pode colocar só meia xícara. Talvez, menos até.)
3 xic de farinha de trigo
1 col (sopa) de canela em pó
1 col (chá) de cravo em pó
1 col (chá) de bicarbonato de sódio (Não coloquei. Não gosto do gosto que deixa.)
1 col (sopa) de água
1 col (chá) de café solúvel
1 col (sobremesa) de fermento em pó
3 col (sopa) de chocolate em pó

Cobertura:

300g de creme de leite
200g de chocolate meio-amargo

1. Bata a margarina com o açúcar e o mel.
2. Junte o leite e bata mais um pouco.
3. Acrescente o cravo, a canela, o café solúvel e o chocolate em pó e misture.
4. Acrescente o bicarbonato dissolvido na água, a farinha de trigo peneirada e o fermento em pó.
5. Coloque a mistura em uma forma untada e polvilhada com chocolate em pó.
6. Leve ao forno pré-aquecido em temperatura média.
7. Deixe amornar e desenforme.
8. Leve o creme de leite ao fogo até que esteja bem quente.
9. Junte o chocolate picado, mexendo até que esteja um creme homogêneo.
10. Derrame sobre o bolo, deixando que escorra irregularmente.

P.s.: O bolo não cresce muito, talvez pela textura mais pesada, característica do pão-de-mel. Mesmo assim, fica macio e muito gostoso.

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abril 21, 2007

Abobrinhas

Filed under: Na cozinha... — by Daniela @ 10:08 pm

Abobrinhas

Mas como uma menina vegetariana & aprendiz de culinarista como yo (sim, isso existe, por favor falem baixo e não atraiam vegans histéricos e/ou carnívoros sociopatas pra cá) ainda não havia descoberto o poder da ABOBRINHA?!

De acordo com esse site, 180g de gramas de abobrinha – mais ou menos uma xícara cheia – tem apenas 20 calorias. Sim, meninas: Eu disse APENAS 20 calorias! Fora que é bom demais! Inventei uns molhinhos aqui em casa que ficaram uma beleza… – Modéstia volta amanhã – Rá rá… vou comer abobrinha até ficar verde e listrada…

Ah, sim: Por favor, abobrinha com casca! Não tem problema não porque ela é bem macia. Você não vai querer olhar pro prato e pensar que está prestes a comer pepino refogado, né? ;)

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